terça-feira, 20 de maio de 2014

[RESENHA] - CRÔNICA DE UMA MORTE ANUNCIADA


Autor: Gabriel Garcia Marquez
Páginas: 157

Editora: Record

Sinopse:
Angela Vicario casa com Bayardo San Román, um forasteiro que gosta de exibir, de forma assaz arrogante, o seu poder económico, sendo “devolvida” logo após a noite de núpcias, depois de o noivo constatar que a jovem já não é virgem.
Pressionada pela família a revelar o nome do suposto sedutor, Angela denuncia Santiago Nasar como sendo o autor da façanha, por julgar que a fortuna deste fará dele um intocável, apesar de viver numa terra onde, segundo o costume, as dívidas de honra se pagam com a morte.
Angela engana-se. A mentalidade, típica de uma sociedade patriarcal, da família Vicario é incapaz de aguentar o escárnio motivado pela honra supostamente manchada e sente-se compelida pela sociedade a matar o “infame”, apesar da pouca vontade em fazê-lo.
Na realidade, os irmãos de Angela fazem tudo para dar a entender as suas intenções, com o objectivo de que alguém os impeça, proporcionando a Nasar a oportunidade para escapar a uma morte mais do que anunciada.

Apesar de todos os indícios serem facultados no sentido de evitar a morte de Santiago...
...o acesso à informação é bloqueado por uma série de imprevistos, contratempos, caprichos do destino e ...
…não só.
A morte de Santiago, apesar de apregoadíssima, nunca é levada a sério pela maior parte das pessoas envolvidas que poderiam tê-la evitado.

                Sabe aquela leitura que você começa a ler e pensa: “Mais que coisa chata é essa? ” e pensa em desistir de acabar o livro porque você está achando muito chato e confuso e depois acaba descobrindo que na realidade não é assim? Então, é isso que acontece com “Crônica de uma morte anunciada.

Você começa a ler e percebe que é narrado primeira pessoa do singular, Okay.
Isso não tem problema algum.
O enredo se passa em um final de semana inteiro, em uma povoado do Caribe colombiano e conta a história de um casamento e devolução de uma dama, que não havia se casado virgem. Após a devolução da noiva a história começa a se desenvolver, os familiares da noiva vão em busca de justiça, e tentam convencer a todos  que o que estão fazendo é certo e anunciam a morte de Santiago Nasar.

Santiago Nasar é um jovem, e poderoso da cidade que, Ângela Vicário acha que por ter autoridade seus irmãos, os gêmeos Vicários, não iriam atrás dele para se vingar. Bayardo San Román, um desconhecido rico,  é o noivo que devolve Ângela.

A narração em primeira pessoa transparece algo como jornalístico, sendo assim, um tanto direta quanto às informações aos leitores. Cheio de detalhes minuciosos o narrador nos permite imaginar perfeitamente a cena do casamento, a festança e a bebedeira, a imagem de um povoado a beira-mar e autopsia de Santiago Nasar.  Esses detalhes são típicos de textos jornalísticos.
Vocês devem estar pensando: “Mas ele já revelou que Santiago morreu, qual a graça da leitura agora? " Toda. Eu afirmo.
O próprio narrador já deixa claro no começo do livro que Santigo Nasar seria assassinado. Mas o interessante do livro não está na morte, em quem matou, e porque matou, e sim, como ele morreu e é isso que torna o livro de chato, para ótimo, e intrigante.

Os capítulos sofrem cortes de tempos: às vezes avança, outrora retrocede. E mesmo que nos deixe confuso, nos enche de informações necessárias para entender o final do livro. Esse corte feito na linha do tempo do livro é feito também com os pontos de vista dos moradores da vila, apresentando para nós dezenas de outros personagens.

Gabriel Garcia Marquez, nesta obra, conseguiu nós mostrar a precariedade do ser humano quanto a tentar ajudar o próximo, visto que, todos sabiam que os gêmeos Vicários estavam à procura de Santiago Nasar para mata-lo. O livro também mostra um pouco do perdão, e motivação da irá.

É algo que eu indico. Como eu disse, no começo o livro transparece ser ruim, por ter uma narrativa detalhista, um pouco chata, mas, ao terminar a leitura do primeiro capitulo você fica curioso para saber o que vem depois, e então, sua fixação pelo livro se desenvolve, tanto quanto o livro.





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